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O que é dermatopatologia?

A dermatopatologia é a área da medicina responsável pelo diagnóstico das doenças da pele através da análise microscópica de fragmentos cutâneos e da correlação destes achados com as características clínicas apresentadas pelo paciente. Trata-se de uma sub-especialidade que é a interface da dermatologia (diagnóstico e tratamento das doenças da pele, mucosas externas, cabelos e unhas) com a anatomia patológica (diagnóstico microscópio das doenças).

Quem é o dermatopatologista?

O dermatopatologista é um médico altamente especializado, que cursou residência médica em dermatologia e/ou anatomia patológica e, posteriormente, recebeu treinamento específico em dermatopatologia. Independentemente da formação inicial, o dermatopatologista deve dominar os princípios básicos das duas especialidades e ser capaz de integrar este conhecimento em benefício do paciente.

Para que serve o exame dermatopatológico?

A dermatologia é  o campo da medicina com o maior número de doenças. Na maioria das vezes, o dermatologista é capaz de determinar o diagnóstico correto, utilizando-se apenas do exame físico. No entanto, há situações nas quais doenças distintas apresentam manifestações clínicas semelhantes, apesar de comportamento, prognóstico e tratamentos diversos.  Nestes casos, o exame microscópico da pele lesada traz grande quantidade de informações adicionais e estabelece o diagnóstico na maioria dos casos, sendo considerado o padrão-ouro para os cânceres da pele e a maior parte das dermatoses inflamatórias.

No que o exame dermatopatológico difere de outros exames?

O exame dermatopatológico não é somente mais um exame automatizado como a maioria dos exames de sangue, urina e fezes. Trata-se de uma consultoria individualizada, na qual o dermatopatologista integra as alterações observadas ao microscópio, com informações clínicas fornecidas pelo dermatologista solicitante (idade, sexo e cor do paciente; local da biópsia; distribuição, tempo de evolução, arranjo e morfologia das lesões cutâneas) em benefício do diagnóstico preciso. Em casos que fogem a rotina, o dermatologista e o dermatopatologista discutem minuciosamente as possibilidades e, eventualmente, o exame do paciente pelo dermatolopatogista se faz necessário para esclarecimento da questão.

Como os dermatologistas e os cirurgiões podem contribuir para a excelente qualidade técnica do exame dermatopatológico?

A qualidade dos cortes histológicos trazem grande impacto na atividade dos dermatopatologistas.

Atitudes simples no momento da biópsia evitam artefatos que, dependendo da intensidade e extensão, podem inviabilizar a análise do material.

Seguem algumas dicas de simples implementação:

  • Identifique o frasco no qual o material será acondicionado imediatamente antes da coleta. A etiqueta deve conter o nome do paciente e a região anatômica de onde a peça foi extraída. Não delegue isso a terceiros.
  • Caso faça mais de uma biopsia no mesmo paciente, acondicione cada um dos espécimes em um frasco separado, identificando a região de cada um.
  • As peças cirúrgicas devem ser fixadas em formol tamponado a 10%. No entanto, como o formol puro é na verdade um formol a 36-40%, algumas pessoas podem ser induzidas a fazer a conta errada. O “formol a 10%” a que nos referimos no dia-a-dia quer dizer uma parte da solução comercial de formaldeído para nove partes de água ou soro fisiológico.
  • Sugerimos que use o formol fornecido pela ID – Investigação em Dermatologia. Ele é preparado com carinho para que o exame fique perfeito. Nosso formol é diluído com água destilada e tamponado. Fórmula: 500ml de Formaldeído PA, fosfato de sódio dibásico anidro 32,5g, fosfato de sódio monobásico básico anidro 20g e água destilada q.s.p 5 litros de solução.
  • O material só deve ser fixado em álcool em situações especiais. Uma delas é quando a biópsia é de um tofo gotoso, pois o ácido úrico se dissolve no formol. Na dúvida do tipo de fixação, converse antes com o dermatopatologista, ele poderá lhe orientar. Na impossibilidade de acessar o patologista ou o laboratório, use formol 10%. E lembre-se: material não fixado é material irremediavelmente perdido para análise histopatológica.
  • A peça deve ficar imersa em um volume de formol aproximadamente 10 (dez) vezes maior que o seu próprio volume. Se esta regra não for respeitada, pode haver prejuízo na fixação do material. Peças grandes necessitam de recipientes maiores.
  • Use frascos com boa vedação para evitar vazamento do formol.
  • A peça cirúrgica deve ser transferida imediatamente para o frasco contendo formol. Nunca deixe-a repousando em uma gaze ou papel filtro antes de transferí-la. Isso pode acarretar ressecamento e desidratação do material ocasionando artefatos que prejudicam a avaliação histopatológica. Quanto menor a peça e mais refrigerada for a sala, maior o risco ao deixa-la exposta em ar ambiente.
  • As peças cirúrgicas são muito delicadas. Evite pinçá-las com força para não causar artefatos de compressão. Se for inevitável, faça-o na periferia do fragmento e nunca nas proximidades da lesão a ser estudada.
  • Nunca use o eletrocautério em peças que serão submetidas a exame histopatológico.

Como funciona o processo de retirada, análise e entrega dos resultados dos exames?

A ID – Investigação em Dermatologia tem um processo bem definido e ágil de retirada, análise e entrega dos resultados de seus exames. Tudo monitorado pela nossa equipe de especialistas, que cuida para que nossos clientes sejam atendidos com eficiência e precisão. Confira como funciona:

1 Nossa equipe de mensageiros busca os materiais nos consultórios e faz o transporte com segurança;
2 Os frascos a serem recolhidos devem estar acompanhados da requisição preenchida com os dados de identificação do paciente e informações clínicas pertinentes e da guia do convênio assinada ou pagamento;
3 O mensageiro registra a retirada de cada frasco em um protocolo assinado pelo atendente;
4 Ao chegar no laboratório, o mensageiro transfere o material recolhido para o setor de registro. O exame recebe o número definitivo e é encaminhado ao laboratório para processamento histológico;
5 Após a confecção das lâminas, o laudo é dado por um dos nossos dermatopatologistas, digitado e embalado para entrega;
6 No mesmo dia da semana seguinte à retirada, o laudo é entregue em mãos na clínica de origem, sendo preenchido o protocolo de entrega. Mais de 95% de todos os casos recebidos pelo laboratório são liberados em no máximo 5 dias úteis.*

*Casos excepcionais ou que dependam de procedimentos adicionais (cortes seriados ou colorações especiais) podem levar mais tempo.